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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CUIDE-SE, PARA MELHOR CUIDAR!


Quando a infância é assolada pelo bicho-papão do mundo adulto, aquilo que poderíamos chamar de autenticidade é colocado em xeque. Vivemos sob a hegemonia de modelos ideais que, ao serem impostos, vão civilizando a barbárie e encurtando a festa. Cada vez mais cedo os pequenos são envolvidos em questões que não têm maturidade para entender, tampouco parâmetros para lidar.
Foi-se o tempo em que problema de criança era dor de barriga! Depressão, estresse, pânico, ansiedade, insônia, anorexia enchem consultórios e esvaziam a vida! Na base está o rompimento com a naturalidade, seja da criança, de seus pais ou da própria sociedade.
As Essências de Campo de Consciência agem de forma surpreendentemente rápida nessas jovens personalidades. O que se busca com a sua terapia é o resgate do natural, a harmonização integral, assim como dar estrutura para que características autênticas desabrochem.
Durante os tratamentos não é raro crianças tímidas, retraídas descobrirem a comunicação e terem um período de tagarelice desenfreada. Limites são testados. Ímpetos de coragem podem gerar frutíferas pesquisas sobre até onde os adultos conseguem suportar.
Muitas vezes essa “autenticidade” se manifesta com veemência, havendo a necessidade de ponderação. As próprias essências promoverão o equilíbrio, mas o acolhimento, a orientação e o direcionamento de potenciais estão além do poder de ação de um preparado, cabendo esta missão aos seres humanos responsáveis.
O processo “educacional” que cabe às Essências e à Terapia Floral ocorre no âmbito do campo consciencial. Aspectos como a orientação, a imposição de limites e o norteamento moral e ético dependerão dos parâmetros sócio-culturais do grupo ao qual a criança pertence.
Aqui cabe salientar um ponto interessante: durante o processo de resgate da naturalidade, a tendência é que características intrínsecas à personalidade da criança se manifestem e tenham que ser “lapidadas”. E entra em cena o adulto responsável por este aprimoramento, com suas condições e capacidade para tal.
Seria muito bom, nesse momento, que a criança pudesse ter a sua singularidade respeitada, e que a atuação educacional do adulto se resumisse à orientação, policiando-se para refrear toda e qualquer imposição de caprichos ou tentativa de dominação daquela personalidade nascente.
Porém, o imprescindível nem sempre é possível!


A tarefa realmente não é fácil! Quando os pais e demais cuidadores não possuem a estrutura necessária para executá-la, quando suas questões particulares estão em aberto, como podem enxergar a criança, suas necessidades, seus processos e, sobretudo, orientá-las? Se o adulto carece de equilíbrio, como pode sugerir limite e ensinar ponderação?

Além disso, “respeitar” e “orientar” derivam de um saber por experiência. Como dar o que não se tem? Como ensinar o que não se aprendeu?
Frequentemente pais aflitos trazem seus filhos para a Terapia Floral, ávidos pela solução de problemas que em realidade são seus, não das crianças. Quando ouvem sobre a possibilidade de desenvolvimento de virtudes, querem programar um roteiro para ser instalado o mais rápido possível, para que os “pequenos” se encaixem no modelo que os “grandes” consideram o melhor.
Obviamente isto não acontece! A criança, quando em tratamento, tende a mostrar quem genuinamente  é. Na dificuldade de lidar com essa nova condição, muitas vezes os pais interrompem a terapia. Aquela expressão legítima é encarcerada, correndo o risco de explodir mais tarde, em virtude da repressão a que foi sujeitada.
O desejável seria o tratamento familiar, para que todos pudessem se desenvolver, e criativa e conjuntamente resolvessem suas diferenças.
Se a você cabe a orientação de uma criança, perceba o que mais lhe aborrece nela e, sincera e honestamente, analise este aspecto em si próprio e na sua vida. Tendemos a enxergar no outro aquilo que negamos em nós mesmos. Quem sabe se você der uma ordem na sua bagunça interna, seu filho não arrume aquele quarto? Se você se libertar da sua tristeza, pode ser que seu bebê respire mais facilmente!
A melhor coisa que você pode fazer pelas pessoas que ama ou orienta, é tomar consciência das suas próprias questões e se tratar!
Cuide-se, para melhor cuidar!

Katia Regina Tapia Pereira, produtora responsável pelos Florais Mãe Terra

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