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domingo, 2 de outubro de 2011

DE EXPECTADOR A AGENTE SENIOR

O idoso e a reconquista do seu poder pessoal através das Essências de Campo de Consciência

                                      

A velhice se impõe mundialmente não apenas como fenômeno demográfico, mas como uma realidade a ser reconhecida e integrada, principalmente nas sociedades de consumo, cultuadoras de corpos idealizados, desesperadas na busca da juventude eterna e que identificam contribuição social com período de atividade profissional.

A mentalidade do descarte frenético do velho em função do novo, induzida como necessidade e estimulada pela lógica consumista, reflete-se no imaginário coletivo, incentivando posturas de marginalização daqueles que ‘já tiveram a sua vez’ e, ultrapassados, são colocados à mercê da exclusão.
Apesar dos esforços governamentais e das políticas paternalistas, a problemática da inclusão social do idoso é complexa, multifacetada e está longe de ser resolvida.
A despeito da diversidade sócio-econômica e cultural, uma constante permeia a situação do idoso: sua desvalorização. Esta questão pressupõe conscientização cidadã e uma nova ética social, para que mudanças substanciais ocorram e antigos preconceitos e estereótipos sejam superados.
A falta de reconhecimento do valor, muitas vezes introjetada e assumida pelos próprios anciãos, gera uma autoimagem negativa, com poucas chances de sustentar um bom nível de autoestima.
O que pode ser mais assustador, morrer jovem e sem tempo de olhar para trás, ou viver velho sem ter olhos para reconhecer suas realizações?

Somos seres gregários e sociais. As relações intergeracionais que estabelecemos são marcantes, principalmente as familiares. Precisamos ter nossa existência reconhecida e nossas contribuições valorizadas. Na maturidade, isso pode ser determinante para a vida e dar sentido a ela.

                               
Mas, quando o mundo insiste em não mudar, “sejamos, nós, a mudança que queremos ver no mundo” (Gandhi).
As Essências de Campos de Consciência são um poderoso agente de transformação, tanto individual quanto social, podendo servir para gerar benefícios e bem estar, não apenas para o idoso, mas para aqueles com os quais convive e os que têm a responsabilidade de gerenciar os cuidados que necessitam.
Padrões arraigados podem ser transformados, assim como a consciência expandida ao ponto de ser estabelecida uma nova forma de percepção e concepção da existência. Com a Terapia Floral, independente da idade, qualidades podem ser cultivadas, a harmonia se manifestar no convívio e a qualidade de vida ser alcançada por todos.
No caso específico do idoso e tomando a questão da valorização como exemplo, esta terapêutica tem o potencial de fomentar o equilíbrio emocional, bem como de estruturar a pessoa de forma a  apoiar o contato com a sua situação, promover o acolhimento do que se apresenta e, a partir daí, propiciar condições para o resgate do poder de interferência na própria realidade.
Durante este processo é desenvolvida uma nova forma de percepção das vivências. Essa nova consciência resgata o poder de ser o agente da própria vida, de fazer escolhas singulares, de ser o observador de si e conferir, com a devida autoridade, o valor real à obra construída.
                                             
A autovalorização aumenta o senso de dignidade, de merecimento, isso gera autoestima, o que por sua vez, leva à disposição de cuidar de si e do outro.
Ao encontrar meu valor, reconhecer que minha vida teve sentido, que ainda posso me transformar, contribuir e construir o meu destino, tudo fica mais fácil.
Quando nos apercebemos da existência como um processo natural comum a todos os organismos do planeta - com seus ciclos, aprendizados e idiossincrasias - podemos mais tranquilamente fazer parte deste continuum e participar criativamente da sua construção.
Contudo, quando essa valorização vem do meio social, e  a vontade, a obra e o saber do idoso são reconhecidos e respeitados, sua cidadania - senão sua própria humanidade - é reavivada, e este ser maduro pode ocupar um lugar produtivo e contribuir com sua experiência para a construção de um futuro melhor para todos.
                                 
Katia Regina Tapia Pereira, 
produtora responsável pelos Florais Mãe Terra



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